Janeiro: um mês para pagar boletos

Pois é, janeiro não foi nada produtivo. Quer dizer, tive que usar o pouquíssimo que ganhei como freelancer (R$ 900 – produzi apenas três textos) para pagar as taxas DAS/MEI do ano todo e com juros. Isso totalizou mais de R$ 700!

Como estava fora, acreditei de maneira burra que as taxas só poderiam ser pagas na lotérica. Mas, é claro, a dupla código de barras + bankline resolve tudo. Sempre eles. Enfim, isso significa que investi o mínimo no tesouro. Ficou assim:

IPCA 2024 IPCA + 5,50 % 0,04 15/08/2024 R$79,07
Selic 2021 Selic + 0,05% 0,01 01/03/2021 R$84,79

Uma tristeza? Talvez. Mas sigo forte na empreitada de conseguir novos freelas. Também pretendo começar um curso em março no Rio de Janeiro (mais gastos!) e pagar a viagem de Carnaval. Também quero começar a fotografia analógica… Também quero começar a incluir aportes para meu plano de médio prazo: comprar um apartamento.

Na segunda-feira terei uma entrevista para produção de artigos home office. Hoje tenho uma para trabalhar na Alemanha e deixei de fazer uma em Alphaville por motivos de “eu demoraria mais de três horas só para chegar no novo trabalho e gastaria metade do salário em transporte“.

Vida (de freela) que segue.

2017, ano novo & a jornada rumo a 1 milhão de reais.

Então é isso: a gente tem que começar de algum jeito.

Recapitulando, 2016 foi um ano difícil e cheio de experiências, boas e ruins. Viajei para mais de doze países, morei na Europa. Aprendi e gastei na mesma proporção. Se tudo der certo, 2017 será um ano com tantas ou até mais experiências que 2016 – mas com mais inteligência financeira, amém!

Foi em 2016 que gastei todas as minhas economias e virei nômade digital. Queria ver o mundo de pertinho. A vida de freelancer, digo logo, não é fácil. Basicamente, me virei com dez bolinhas nas mãos sem saber nada sobre malabarismo. Quando se ganha em reais e gasta-se em euros (a cotação passou de 4 para 1!) a vida fica bem mais difícil. Quando não se tem controle para os gastos, então, a coisa chega a níveis estratosféricos.

Mas, como a maioria das pessoas, eu quero acumular bens e viver sem ter que contar os centavos no final do mês. Mais: em vinte anos, quero poder viver de renda. Também quero fazer um mestrado na Europa e, para isso, preciso reduzir os gastos e focar no que interessa. Também quero abrir uma empresa.

Ou seja: os sonhos são grandes e por isso 2017 será diferente.

Lá vai uma pequena lista de desejos (financeiros!) para o ano que vem:

  • Acumular um patrimônio de R$ 50 mil em investimentos em renda fixa (reserva de emergência + aposentadoria + início do acúmulo de capital para pagar o imóvel)
  • Mestrado
  • Acumular patrimônio em euro (e descobrir como fazer isso render mais)
  • Estudar contabilidade e renda variável
  • Encontrar novas maneiras de criar renda passiva

Ainda tenho algumas dívidas para pagar e pretendo fazer isso até março. Mas o patrimônio acumulado em 2016 – mesmo que pequeno! – é simbólico para esse ano que entra. Quer dizer, foi o dinheirinho que sobrou dos freelas pagos em dezembro. Em 2017, quero me tornar uma mulher dona dos meus passos e com escolhas conscientes. Que venha 2017 e com ele a jornada rumo ao um milhão de reais!